sexta-feira, 8 de agosto de 2014

ELEVAR À POTÊNCIA





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Mais uma manhã vendo os telejornais e vem aquela mesma conversa que a qualificação do brasileiro é deficiente. 

Sinto-me culpado?

Sinto-me culpado por não cobrar às pessoas que quero bem que ajam em seu próprio benefício e estudem?

Sinto-me culpado por, mesmo demonstrando todos os dias através do meu esforço pessoal em estudar para obter melhor qualificação, não transformar esta imagem em elemento de motivação aos outros que estão próximos?

Sinto-me culpado em não me fazer entender que a simples presença de um diploma não o qualifica a coisa alguma a não ser que você tenha disposição de saber mais que o mínimo e de alguma forma tentar aplicar o que, em tese, aprendeu?

Sinto-me culpado em não conseguir demonstrar a todos ao meu redor que a qualificação faz toda a diferença quando se concorre com outros tantos que buscam melhores posições?

Será que devo me culpar tanto?

Vejo que as grandes corporações optam para posições de mais alta responsabilidade por profissionais que tenham obtido algum tipo de formação acadêmica e/ou experiência fora do Brasil, ou trazem profissionais de outros países. 

Onde estaria o erro?

O sistema de ensino no país está longe de ser comparado aos melhores do mundo. Não é o pior, mas não é o que garante a melhor na formação em grande escala para novos profissionais - incomparável a determinados centros, mesmo tendo a boa vontade dos ufanistas. A boa qualificação de um indivíduo com potencial - e todos os têm por aqui - passa, certamente, por um custo financeiro pessoal estupendo. Raras exceções, certamente. 

Sobrevivemos ainda hoje, às ditaduras, ao caos urbano, à especulação financeira, à  sombra do retorno de uma hiperinflação, aos governos irresponsáveis, à insegurança pública e à corrupção país afora. Só não conseguiremos sobreviver à desqualificação do ensino. Seria reduzir à raiz e não elevar à potência a possibilidade de cada pessoa em Pindorama.

Ainda assim, vejo que há um traço de vida que se esvairá se não houver o esforço necessário para qualificar em todos os níveis à nossa desassistida educação. É bom refletir sobre nossa culpa, o quanto e como precisamos cobrar e agir para termos o retorno social que nos tire das críticas sistemáticas e procedentes a cada pesquisa mostrada nos telejornais.