Nas empresas de pequeno e médio
porte que tenho visitado observo a preocupação em buscar alternativas para seus
processos internos. Sem surpresas. A consciência da melhoria dos processos
finalmente parece ter entrado na corrente sanguínea dos gestores das PME’s.
Certamente a avaliação das
antigas rotinas e a preocupação em garantir que possíveis modificações nas
operações terão impactos positivos internamente são bastante louváveis. Mas e a
inovação dos produtos e serviços? Em que dimensão que isso é tratado nessas organizações?
Em épocas de estudo no nosso cenário
político e econômico, vejo que a maior parte dos gestores que estão
estabelecidos há mais tempo, tem preocupações na manutenção e desenvolvimento das
operações, mas não optam ainda pelo risco de lançarem novos produtos ou
serviços aos seus clientes. Vivem na eterna expectativa de modificações externas.
Talvez seja um problema tipicamente nacional.
Em grande parte, as inovações têm
vindo através das start-ups, onde um único tiro é dado para tentar acertar em
cheio seus clientes. No entanto a natureza é outra.
A partir do aumento progressivo
de novos empreendedores, seria importante que as pequenas e médias empresas sacudissem
um pouco mais o mercado e seguissem pelo caminho da inovação – novos produtos,
serviços, posicionamento, etc. Ampliar a
visão e acrescentar novos objetivos estratégicos, enfim. Ares de renovação são
bem vindos interna e externamente.
Estas empresas já possuem o
conhecimento, o perfil de seus clientes, e por preservação do negócio, estão
sempre em busca de novas oportunidades, e justamente por isso conhecem as
necessidades mais latentes de seus segmentos. A aposta em profissionais
criativos e a simplicidade de soluções aos clientes são boas dicas para crescer
em ambientes incertos.
Pequenos gaps podem trazer
enormes oportunidades de negócio. É algo
para ter em mente todos os dias.

